quinta-feira, 19 de março de 2009

Afinal, a lei serve para quem?

Quem deve cumprir a lei?
Por que ela serve para alguns e para outros não?
Questionamentos como esse são muito comuns e eu diria, muito repetitivos, até.
Mas não quero falar sobre a forma como as nossas "autoridades" lidam com o assunto.
Afinal, disso todos nós já sabemos: descumprimento de teto salarial de nossos juízes e do alto escalão da Justiça, controle que é feito só no Judiciário (que deveria ser feito também no Executivo e Legislativo), o Senado que deixou de demitir seus 181 diretores (qual empresa tem tantos diretores assim?) etc... etc... etc...

O que mais me impressionou mesmo no dia de hoje foi a parte da imprensa que cisma em defender o Dado Dolabella na questão da violência contra a Luana e a sua camareira de teatro. Ouvi na Record repetidas entrevistas deles contando sua versão e apresentadores dizendo que ele não era marginal pra ficar numa Polinter.
Pergunto: se um marceneiro agride sua esposa e pode ficar preso (e todos defendem isso), porque com esse cara não pode acontecer o mesmo?
Isso para não falar (o que não foi sequer manifestado por eles) sobre o deboche da fita métrica que ele posou em fotografias.
Ver parte da imprensa defender isso é piada! Uns podem sofrer as consequências da Lei Maria da Penha e outros não... seria a fama, o dinheiro e a influência os diferenciais para tal tratamento?
Pergunta besta! Claro que sim!

Ontem fiquei impressionada quando soube da nova letra da lei - do Sen. Demóstenes Torres - que versa sobre a prisão especial, antes prevista para quem tem nível universitário e para religiosos (vale lembrar: somente até a condenação transitada em julgado).
Agora esse povo não tem mais direito, apenas juízes, desembargadores, procuradores, membros do Ministério Público e Defensoria Pública etc...
A justificativa: não podemos deixar um magistrado preso junto com um bandido qualquer...
Pergunto: E um professor? Pode?
O curioso não é as nossas "autoridades" defenderem isso, mas os cidadãos "de bem", afirmando que é diferente, porque são agentes públicos que se expõem o tempo todo.

Esquecem que eu também me exponho, quando ando de ônibus no Rio de Janeiro e driblo as balas perdidas, normalmente vindas dos morros que irregularmente e permissivamente se criaram nesta geografia, às vezes ingrata, de nosso estado.
Por que não choque de ordem neles?

Deixa pra lá...
Senão vou acabar sendo apedrejada pelos intelectualóides que poluem esse país!

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